domingo, 25 de abril de 2010

Domingo de dicas

Recebi duas dicas bacanas por email, que reproduzo aqui, embora não seja costume. Nas duas é possível estar sozinho e acompanhado ao mesmo tempo. Estar voltado para dentro e para fora.

A dica enviada por Maria Cecília Martins, me lembrou uma palestra em que tive oportunidade de ouvir a jornalista Regina Zappa. Ela dizia que se o livro fosse inventado depois do computador seria considerado revolucionário. Não precisava ligar, não dava pau, não precisava de impressora, ia para qualquer lado, e ainda se podia usar na banheira. Gostei muito de ouvir aquilo. Pois o site leerestademoda.com curte uma idéia similar: um vídeo chamado BOOK

A dica enviada por Marise Jurberg tem um texto delicado e alto astral para uma chamada que urge ser feita. Fica aberta a quem quiser.

Diz Marise; Um texto reflexivo que acompanha um convite. Acredito ser uma forma eficaz de colaborar com o planeta, independente do caminho espiritual que cada um professa.



POSITIVIDADE - SINTONIZAÇÃO COLETIVA

Nosso planeta passa por uma crise sem precedentes. Muitas catástrofes
estão acontecendo. E outras virão. Jamais uma época teve tão duras provas a enfrentar. Muitas iniciativas estão sendo tomadas para amenizar a situação atual.

Apesar disso, nem todas as pessoas podem fazer tudo aquilo que desejariam, pois, cada vez mais, a vida exige sérios compromissos de todos. Compromissos que, por vezes, tomam todo o tempo daqueles que gostariam de poder contribuir e ajudar a humanidade nesta época tão dramática pela qual passamos.

Para compensar a falta de tempo na qual todos estão submersos, alguns grupos espíritas e espiritualistas, como a Sociedade Espírita Ramatis e outras, tiveram a excelente idéia de sincronizar suas meditações por cinco minutos, num horário comum, que permita à maioria das pessoas se interligarem, formando uma corrente mental.

Mas para que esse horário? Para que todos possam ter a oportunidade de, mesmo sem tempo, ajudar, de alguma forma.

A iniciativa consiste no seguinte: todos os dias, das 23h00min às 23h05min, milhares de pessoas estarão enviando suas vibrações positivas ao planeta.

Não importa se você é católico, umbandista, candomblista, batista, messiânico, espírita, budista, hinduísta, agnóstico, ateu, judeu, teosofista, gnóstico, confucionista, adventista, taoísta, espiritualista, etc.

Enviar vibrações positivas nada mais é do que visualizar o planeta com harmonia, paz e amor, vibrando positivamente ou mentalizando o planeta sendo envolvido por energias benéficas com cores vibrantes, tais como o branco, o dourado e o violeta (que são os mais usados). Mas também podemos mentalizar o planeta e irradiar luz e paz como se estivéssemos fora do planeta.

Obs.: Se você não acredita que seja possível enviar vibrações positivas ao planeta e aos seres humanos, não precisa abster-se deste momento. Poderá aguardar o período de 23h00min as 23h05min para, simplesmente, refletir sobre possíveis soluções para os problemas atuais. Simbolicamente, saberá que milhares de pessoas estão fazendo o mesmo, apenas o fazem de forma diferente. O importante é a união dos
pensamentos de todos, sabendo que estamos iniciando um primeiro esforço no sentido de tornarmo-nos atentos e abertos aos problemas e dificuldades que assolam nosso planeta.

Horário para a vibração: De 23:00h às 23:05h. Todos os dias.

"A Terra não pertence ao homem; o homem é que a ela pertence. Disto nós sabemos. Todas as coisas estão interligadas, como os laços que unem uma família. O que acontecer com a Terra acontecerá conosco. O homem não teceu a teia da vida cósmica, ele é um fio da mesma. O que ele fizer para a Terra estará fazendo a si próprio".

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

E Salve Jorge!


Cresci sem me ligar muito nessa história dos santos, com exceção de São Francisco de Assis, que o cinema me detalhou via Zeffirelli em Irmão Sol e Irmã Lua. Mas tempo passando, adentrando pela cultura que corre no sangue, mesclada e pulsante, comecei a curtir alguns.
Quer coisa mais criativa que a força de um santo que para alguns nem o é, que encontra paralelo na umbanda, no candomblé, que mistura músicos e policiais como nenhum outro?
E ainda por cima mora na lua matando dragões?

Esta foto foi tirada na virada para o dia 23 de abril, pelo André Pimentel, e mostra a quantidade de gente na Igreja de São Jorge, em pleno centro do Rio, 2010.

Sua oração me intrigava:
São Jorge, meu santo guerreiro
Infalível na fé em Deus
Que trazeis em vosso rosto a esperança e a confiança
Abri meus caminhos
Eu andarei vestido e armado com vossas armas

Aqui sempre pensava - que armas?
Até que um dia, percebi- a esperança e a confiança
infalível na fé em Deus.
Salve
Ogunhê!
Luz!

Parte do meu sangue deve tê-lo chamado de um jeito,
parte não podia chamar,
hoje todos podem se unir para saudar.
Viva a liberdade, a esperança e a confiança.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Do fundo do lago escuro no Rio: Mergulhe sem medo

Recebi uma mensagem do Domingos Oliveira que me fez pensar.
Não sei se é por sermos artistas, ou se é por sermos brasileiros, mas passamos a vida tendo que matar um leão diário. Com sorte. Mesmo que já estejamos fazendo o papel da própria avó, como faz Domingos na peça atual, aliás, brilhantemente.

Eu e Joaquim já fomos e gostamos demais. Mais do que isso, nos divertimos MUITO!
Estão todos super bem, além dele tem Priscilla,
Ricardo, Fernando, Betti, Zé, as meninas, os meninos, o cenário, a luz, a trilha e o figurino que são ótimos,sem falar no texto que é autobiográfico e muito especial.
Então fica muito fácil indicar, sugerir, até com certa veêmencia: ASSISTAM LOGO... vocês vão gostar certamente! Depois me contem... e aos outros amigos, afinal, boca a boca é tudo.

Não é porque o Domingos precisa, não. É porque a gente anda precisando, ainda mais depois de tanto sofrimento, se divertir com algo tão bem cuidado, inteligente, corajoso, brasileiro, carinhoso.
Afinal, nosso leãozinho nos espera no dia seguinte, há que renovar as forças...
um beijo grande,
Duaia



Do fundo do lago escuro

De segunda à quinta no Teatro das Artes - Shopping da Gávea, 2º piso Rio de Janeiro

2ª a 4ª, às 21h, 5ª às 21h30min

R$ 50,00

duração 1h 40min, a partir de 12 anos.

tel:2540-6004

crítica do Lionel Fischer

veja também Os Melhores Anos de Nossas Vidas

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Outra Onda

Ontem assisti ao filme A Onda em DVD. Não tinha ficado afim de ver pelo trailer do cinema. Me pareceu algo distante, mais uma vez glamurizando a temática predominante na história alemã. Mas peguei em DVD para agradar meu namorado.

Me surpreendi. Para início de conversa, o filme é baseado em um fato ocorrido em 1967 na California com o professor Ron Jones. O filme, mais do que falar sobre Poder e Política, fala sobre Educação, sobre Solidão, sobre Família, sobre Sentido.
Vale a pena ver. Não se preocupe, se você estiver com sono, vai acordar.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ondas Enormes

Estamos em alerta de uma mega ressaca no Rio de Janeiro, maior do que as que já tivemos.
É lindo e assustador ver o mar.

video
(Ondas altas ao longe, nas Ilhas Cagarras)

Eu costumava sonhar com ondas gigantes e com potencial devastador. Um dia parei.
Foi depois de vê-las e sobreviver a elas.

Era o ano de 1993. La Habana.
Ano do que depois chamaram de "La Tormenta del Siglo".

Minha ignorância sabia apenas que os temporais no Caribe eram muito fortes, mais do que aqui. Essa norma me deixou tranquila quando caiu sobre nós a tempestade, abrigados que estávamos na EICTV. Uma tempestade estranha, cheia de eletricidade. Os clarões de raio eram tão frequentes que a noite passava mais tempo clara do que escura. Fiquei impressionada como realmente eram fortes os temporais lá, inocente da exceção que aquele representava.

Com a mesma inocência, nos mandamos para La Habana no dia seguinte, em busca de uma feira de artesanato que só havia aos sábados. Muitas árvores caídas pelo caminho, mas nada assustador. Dia de sol e céu azul, com o vento característico de lá.

Chegamos ao Malecón, a via litorânea. Ao fundo podíamos ver La Geraldilla, no castelo sobre um pequeno monte. Subitamente uma onda cobriu o castelo. Incrível, mas tudo parecia táo calmo...

Mais a frente, já não era possível seguir pelo Malecón, entramos na via paralela, e assim por diante, até nos encontrarmos a quatro ruas paralelas ao mar para dentro... por causa da entrada do mar. Isso ocorreu em questão de pouco mais de meia hora.

Desde essa rua, era possível ver as ondas enormes quebrando, algumas subiam por trás de muros e prédios. O hotel La Habana Libre ficou ilhado, muitas casas destruídas, pessoas sem moradia. Foi triste.

Nunca chegamos a ver a feira de artesanía, e somente aos poucos fomos nos dando conta de que aquilo era muito mais fora do normal do que imaginávamos.

De que adiantou sonhar? Adiantou para não deixar Joaquim chegar perto de jeito nenhum para ver. Gosto de pensar que ali evitamos ao menos uma desgraça.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Criticar sem ver... é paranormalidade ou preconceito?

O primeiro filme sobre Chico Xavier, por Bernstein e Daniel Filho a partir de Souto Maior estreou batendo recorde de bilheteria. Tiro certo, sem dúvida. Mais ainda porque é bacana.
Respeita o livro, há um show de bola dos atores, tem coração grande.

Choro até com propaganda de Gelol, mas no filme não tive vontade de chorar, não. Apenas uma emoção boa e uma alegria em ver a coragem de todos os que se expuseram para fazê-lo.

Outros filmes poderiam ter sucesso assim se tivessem as mesmas oportunidades? Provavelmente. É injusta e discutível a forma de distribuição de filmes no Brasil? Sem dúvida. Perdi muitos filmes brasileiros que gostaria de ver porque foram restritas ou quase nulas as chances para assistí-los? Sim.

Isso diminui o mérito em si deste filme e dos artistas que nele trabalham?
Não vejo como.

O assunto é delicado e controvertido? Certamente. E também interessante e rico.

Pode-se gostar ou não do filme, claro, óbvio e ululante. Inclusive, "toda unanimidade é burra", não é Nelson? (Não precisa responder, tá?)

Mas me chama atenção uma atitude comum a certo tipo de intelligentzia no Brasil, que não gostou, achincalha quem gostou e completa o comentário estufando o peito e dizendo "não vi e nem vou ver... "

Criticar sem ver é paranormalidade ou preconceito?

Chico Xavier - a pessoa - fez muito bem a muita gente. Lembrar disso, pode fazer bem a mais gente ainda. Fez bem a mim.
Oxalá faça bem a todos aqueles que precisam de uma luz, vejam eles o filme ou não.

Compartilho uma mensagem de Chico Xavier publicada no site do filme, na voz do ator Osvaldo Mil. De certa forma, toca no mesmo tema deste post.
Mensagem por Osvaldo Mil

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Renascer



A Páscoa passou.
Mas nem sempre se renasce de uma vez.
Que estejamos renascendo das dores, das perdas, das decepções e dos ressentimentos.
Transmutando-as em aprendizado, oportunidades, carinho e reconhecimento.
Boa e Longa Páscoa para cada um.

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sexta-feira da Paixão




Quando era menina, a Sexta-feira da Paixão era um dia estranhíssimo, no qual tudo estava fechado, sombrio, silencioso, roxo.

No Grajaú não se ouvia um rádio, uma música ao andar pelas ruas. Era possível ver algumas senhorinhas com véus escuros cobrindo o rosto e terço na mão. Até o futebol dos meninos era meio tímido, discreto, sem a gritaria habitual.
Sempre chovia na Sexta-feira da Paixão.

A primeira vez que me lembro de fazer sol, eu já estava no fim do ginásio, como se chamava então o que hoje é o "segundo segmento do primeiro grau".

Fomos à praia na Barra da Tijuca. Era dia de mar forte e correnteza.
Mas a praia estava uma delícia.

Uma sensação de heresia se fortaleceu após um colega se afogar e ser levado pela correnteza. Ele tinha o mesmo nome de meu pai. Por sorte se salvou. Depois disso, passamos a ir à praia com um pouco mais de cuidado, por via das dúvidas, se fazia sol num dia como esse.


E à noite a emoção ao ver no Jornal Nacional as imagens da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, os tapetes de Flores de Minas Gerais, as procissões, o movimento no mundo.

Dormir pensando se alguém malharia o Judas perto de casa, mesmo sem entender muito o sentido cristão disso. Para ver algum Judas malhado, sempre era necessário convencer meu pai ou minha mãe a dar uma volta de carro pelo bairro, e lá longe, já em seus limites, encontrávamos alguns em postes, bem perto do Andaraí.

Era um alívio quando acabava a 6ª feira da Paixão.

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