terça-feira, 30 de junho de 2009

Tempo e tempo

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sábado, 27 de junho de 2009

Presente de aniversário

Ele ligou a televisão exatamente a tempo de ver Daniel falar com a bola o que era para fazer.
Gol.
E o jogo terminou.
Se ligasse antes, mais gols?

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Força Oculta


Esta é a foto de uma formiga carregando uma pétala de flamboyant

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tambores

Acendam as fogueiras
preparem o milho
É noite de 24

Palmas para São João menino
Palmas para Xangô
E para as forças do bem
e da justiça,
dizem os atabaques

E com caminhos abertos
Todos animados
Por favor,
Rufem os tambores,
Acendam as estrelinhas

Porque num dia 25
nasceu o meu amor
homem menino
maestro moleque
namorado

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domingo, 21 de junho de 2009

Nascer

Nascer
É romper o fio
O inevitável transmutar
Doído pelo que se deixa com alegria pelo que vem
Medo inseparável do desejo
de arriscar
e ser mais

feito nos idos de 80

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sábado, 20 de junho de 2009

FELIZ ANIVERSÁRIO

Feliz aniversário para todo mundo que faz aniversário hoje!
Feliz Feliz Feliz Feliz
Que Deus nos Abençoe a todos e todas, e que nos abençoemos mutuamente!

"A palavra principal, porém, para a felicidade em grego antigo é eudaimonia e eudaimon é o adjetivo para “feliz”. O significado original destas palavras nos diz muito sobre a maneira como a felicidade era concebida. De acordo com sua etimologia eudaimonia significa “que tem um poder divino (daimon) bem disposto (eu)” No pensamento grego antigo a felicidade é uma condição concedida por favor divino, e é feliz aquele que desfruta do favor dos daimones, isto é, daqueles poderes divinos que poderiam ser hostís A manifestação visível e tangível de ser favorecido pelos “poderes divinos”, isto é, de ser livre da “má vontade divina”, é o que é comumente chamado de “prosperidade”, em termos tanto da riqueza material como do sucesso. A palavra do grego antigo denotando este aspecto de ser feliz é olbos, que significa exatamente “prosperidade dada pelos deuses”. Assim, olbios é “próspero, abençoado.”

Trecho do texto de
ROSANNA LAURIOLA sobre o tema. Basta clicar sobre o trecho que se encontrará o artigo completo.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Gracias a la Vida

Véspera de Aniversário

É aquele dia em que bate uma revisada do ano, o dia 31 de dezembro privativo, sem chuva de papel picado, mas com a mesma vontade de recomeço, só que mais discreta, mais particular.
Hora de zerar o taxímetro, tomar fôlego e principalmente, Agradecer.








video

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Brasil, país de todos


Hoje ouvi no rádio MEC o bordão que caracteriza esta era: "Brasil, país de todos".
Sempre me deu uma sensação de que a frase se referia à idéia de todos os brasileiros terem direitos iguais, de merecerem o Brasil."

Mas hoje, talvez ainda no embalo do debate sobre a Amazônia, de repente esse todos me deu uma meia-trava, um "como assim?". Seremos um país da mãe-joana, entra quem quer, leva o que quiser, obaoba? Não gostei.

Por outro lado, pensei: que legal, todos são acolhidos no Brasil, independente de credo, etnia, renda, opção sexual. Não será preciso tirar o sapato para a polícia ao entrar, que também não parte do princípio de que alguém tenha uma bomba na mala para jogar em nossas muitas riquezas.

Também não somos xenófobos, quiçá jamais nos tornemos, até porque pensando bem, nesse sangue brasileiro que corre em minhas veias e na da maioria da população, tem branco, negro e índio, tem árabe e judeu, tem oriental e ocidental, tem a própria possibilidade da paz mundial.
E que a Paz se espalhe por aqui de dentro para fora, simplesmente porque só assim tem sentido. Que venha quem quer estudar, trabalhar, quem quer ser feliz, quem precisa de colo de mãe gentil.

Mas queremos respeito, como dizia Gonzaguinha.
Queremos respeito de pessoa a pessoa, de pessoa a natureza, de pessoa a planeta.
Então talvez mexesse apenas um pouco no bordão:
"Brasil país de todos - os que forem legais, bacanas, generosos, respeitosos, honestos, simples".

Quanto aos outros, bem esse já é assunto pra outra compostagem.

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Amazônia

Noutro dia o Observatório da Imprensa no rádio me alertou para a urgência de me informar sobre essa mp da Amazônia. Tenho recebido manifestos por email, mas queria compreender melhor. Hoje o Roda Viva promoveu um debate muito bom sobre o tema.

Quem não viu o Debate Amazônia promovido pelo Roda Viva, ainda pode encontrar online.
Um assunto fundamental para todos nós, bastante complexo, no qual o João Paulo Capobianco expôs dados importantes para a compreensão do problema que pode ser a medida provisória.

Segue o link:
Roda Viva

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domingo, 14 de junho de 2009

Se possível com manteiga


Pensando em manter os pés no chão, lembrei do menino que rezava "o pão nosso de cada dia nos dai hoje, se possível com manteiga"

E na mesma linha, continuei pensando na oração que reza "perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido"... acho que posso adicionar "ensinai-nos a perdoar, porque se perdoares como perdoamos, estamos perdidos..."

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia dos Namorados

Troca de poesias
entre Joaquim e Duaia

Onde,
pássaro da madrugada,
canta e flutua meu querer,
ali,
cálida seiva,
mulher amada
porque te amo
me revelo a ti
(Joaquim Assis)


Vou ficar assim quietinha
bailando na emoção
do que escreveu o escritor
homem brasileiro
com longas asas maiores que as mãos
uirapuru discreto e tímido
que pousou no meu ombro
entendeu minha mágica
e me enfeitiçou
de felicidade me enfeitiçando
(Duaia Assumpção)

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domingo, 7 de junho de 2009

Pipas no ar

Capturei 22 segundos para colocar aqui no blog um pouco de outros voos, que deem alguma alegria à alma.


video
Sábado de junho no Leblon, dia lindo, fresco, e cheio de pipas coloridas de kitesurf.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vôos

Primeiro o silêncio, depois tentei driblar o lugar comum de bater na mesma tecla de todos, e esse esforço só valeu para pensar um pouco mais sobre o que tanto nos mobiliza em relação àquele vôo 447. São perguntas que voltam à cabeça, para além da causa da queda.

Como pôde ter desaparecido?
A primeira notícia criou um estarrecimento. Então ainda é possível desaparecer hoje em dia? Creio que em tempos de gps, internet, email, radares, satélites, controles, celulares, caixas pretas, nosso imaginário sutilmente vai se modificando e não conseguimos imaginar que uma coisa grande como um avião possa desaparecer assim, puf! Cresci quando o mistério sobre o Triângulo das Bermudas fazia parte do tal imaginário. Havia lugares assim no mundo. De repente, alguém/algo desaparecia lá. Naquela época também se falava de Atlântida. Os únicos desaparecidos de que nunca ouvi falar na infância foram os desaparecidos políticos. Estes só ocuparam meu bendito imaginário no fim da adolescência. Mas essa já é outra história.
Será que o susto vem de pensar como tanta tecnologia sai do controle?

Como pode tantos morrerem de uma vez só, sem defesa?
Sim, isso choca. Mas não pode chocar menos que os flagelados do Piauí, Maranhão, Santa Catarina, e outros acidentados de norte a sul do Brasil e do mundo.
Pelas filosofias espiritualistas, se diz que fizeram a passagem, e ninguém pode afirmar que não seja. E neste caso, outras perguntas surgem, no próprio seio das filosofias. E então somente Sócrates para dar conta: sei que nada sei. Mas tenho esperança.

Dar de cara com o efêmero da vida?
Esse é um contínuo processo de lembrança e esquecimento, e sem essa dualidade acho que ainda não conseguimos viver, amar, sonhar, construir. O "até já" é fundamental para nossa existência. O problema é quando esquecemos tanto do efêmero que nos damos ao luxo de sentir tédio ou perder este sagrado tempo de existência com futilidades. Ou seja, a toda hora, uns mais do que outros. É muito difícil ser tudo o que se pode e quer ser em uma existência.

Sinto que um fio sutil liga a maioria dos passageiros a nossos sonhos e expectativas: a noção de que a maior parte deles certamente estava em um momento especial da vida. Antes mesmo de conhecermos algumas das histórias, dava a sensação de que estariam a ponto de alcançar uma plenitude que estaria esperando do outro lado do Atlântico: férias, prêmios, estudos, pessoas queridas, reconhecimento, a volta para casa, enfim, a felicidade. Eles estavam quase.
E sabemos o que é isso. Queremos o gol. A vibração da torcida. E aí encontramos o decantado silêncio do Maracanã em 1950. Só que muito pior. Porque desse jogo não temos as regras básicas para saber quando se dá o apito do fim da partida.

Que as famílias sentem dor, é óbvio.
Que para os que não estão diretamente ligados à tragédia, essa dor se soma àquelas das outras diversas tragédias, e que a saída é tentarmos nos solidarizar dentro do possível, é óbvio também.

Resta torcer, dentro da nossa humilde ignorância, para que "do lado de lá" não exista a dor, e que de alguma forma desconhecida para nós, se encontre afinal a felicidade para todos os "passageiros", seja qual for o meio de "transporte " utilizado. Que eles sigam adiante em um caminho de luz, cada um tomado pela mão por seu anjo da guarda.
E num sonho, quem sabe seja possível, um dia, no decorrer da nova viagem, mandar um "cartão postal" dizendo apenas "Está tudo bem, saudades, beijos". Daqueles cartões que aliviam a gente mesmo com uma dor tranquila de quem prefere saber que o outro está bem e quem sabe, ainda se reencontra nas dobras do tempo.

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Existencial

Mas se Deus é a melhor parte,
porque abriria eu mão dele?

Se perguntou a Rã

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ficção e Realidade, Arte e Ciência

Meu pai me perguntou como era fazer um personagem com princípios tão contrários aos meus (referia-se à professora do dalit em Caminho das Indias).

Respondi que na ficção o importante é perceber que história está sendo contada. Alguém tem que fazer o "serviço sujo" de rejeitar, discriminar, ofender, ou simplesmente reproduzir comportamentos, até para que a gente se choque ao assistir e pense o quão injusto e desnecessário é esse "serviço mais sujo ainda" na realidade. E quanto ele pode estar próximo de cada um, quanto cada um pode ter feito coisas semelhantes em contextos diferentes.

Arte revela, espelha, comenta, discorda, propõe.

Pode fazer pensar quanto podemos mudar, transformar-nos e ao mundo em algo melhor.

Claro, Arte não tem obrigação de ser "boazinha", moralizadora, ética. Nem Ciência. seja isso bom ou mau. Debates e debates sobre estes temas voltam a este ponto.

Mas eu gosto mais quando sinto que minha capacidade de transcendência, de criação, de amor, foi tocada ao participar de qualquer tipo de manifestação artística, seja como criadora, seja como espectadora.

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