segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Dia de Cosme e Damião Chegou!


VIVA!

Que a doçura se instale em todos os corações
E a saúde se restaure em todos os corpos
E que as almas se alegrem
E que as crianças brinquem
e cresçam lembrando da pura felicidade

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sentimentos em Flor



Vivo com uma intensidade de sentimentos
que me maltrata, me dilacera, me espanta

E não quero vida menor.
Ainda bem que já é primavera.

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mudança de Tempo

Mudança de tempos, mudança de tempo, olhei pela janela e me lembrei de Goddard, melhor, da abertura de "Salve-se quem Puder - A Vida".

Aí vai o registro, acompanhado de um trecho de "Mistério", música que o amado Joaquim Assis fez para a Trilha de Leio porque Quero video

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Blog da Duaia: O IBGE e os Gatos

O IBGE e os Gatos


O censo esteve aqui em casa e perguntou minha cor. Sei que no documento está escrito branca. Mas olho para mim e vejo uma pele morena. Aliás olho para muita gente e vejo morenos e morenas de todos os tipos e gradações. No entanto, essa opção de morenice não existe para o IBGE.

Para o IBGE só existe a possibilidade pardo. Pardo? Papel-pardo, fralda com cocô de neném, de noite todos os gatos são pardos. Só isso me vem à cabeça quando ouço pardo. Pergunto à recenseadora o que é pardo? Preto com branco? Porque aí falta o índio... Ela me responde que não. Pardo é a cor brasileira. Tá, quem decidiu isso? Certamente não foi o Sergio Buarque. Talvez alguém trancado em escritório com uma luz fria encima olhou para si e viu uma aparência entre o abatido e o encardido, lembrou do Jeca Tatu subnutrido na outra ponta da situação somou e dividiu por dois encontrando o famigerado pardo.


E o som "pardo" me chega desagradável no ouvido. Pardo soa feio. Moreno soa bonito. Morena soa bonito. Negro soa bonito. Amarelo e Branco ainda estou pensando. Mas pardo?

Imagina a música "esse corpo pardo, cheiroso, gostoso que você tem..." nem nas maravilhosas vozes da Gal ou do Nei isso ia funcionar. Ou então: "Parda de Angola que leva o chocalho amarrado na canela..." Ui, Chico!

Não me sinto parda. Me sinto morena.

E assim descubro que o problema de identidade no Brasil começa pela fonética.

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