O Natal que eu gosto é simples, recolhido, silencioso e alegre, como se ninasse um neném, que na verdade está dentro da gente.

O Natal que eu gosto tem minha mãe que em tantos Natais - fossem eles com muitos ou poucos presentes, comidas, pessoas, tarefas - sempre reservou um tempo para rezarmos junto ao presépio. Fazendo um silêncio para recuperarmos o essencial: união, harmonia, generosidade e amor.
No Natal que eu gosto também cabe a muvuca do delicado
Especial da Casé e do Ciavatta que assisti ontem na tv e que me emocionou, especialmente quando falaram de minha música símbolo do Natal, que diz "
eu pensei que todo mundo fosse fiho de Papai Noel..."
criada pelo Assis Valente e aqui interpretada pelo João Gilberto.
O Natal que eu gosto tem um coração bem grande e nele cabem todos os amigos, crianças, sorrisos, dores para serem transformadas em passado virando borboletas, injustiças para virarem reconstrução até não existirem mais sobre a face da Terra, misérias para serem lavadas e postas a brotar em prosperidade e riqueza compartilhada.
O Natal que eu gosto é tão grande e discreto que leva um ano inteiro pra gastar e só acaba quando já chega outro...
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