sábado, 6 de agosto de 2011

Acabando a temporada...


Que beleza, uma porta de teatro com peça da gente em cartaz
Que beleza tanta gente trabalhando para isso
Que beleza um trabalho honesto, feito com carinho e dedicação, respeito e alegria
Que beleza jogar com parceiros tão bacanas, criativos e iluminados
Que beleza a comunhão com a platéia
Que beleza alguém se sentir melhor depois de assistir seu trabalho
Que beleza continuar a se expressar depois que a temporada acabar

Quanta beleza por trás de uma porta de teatro

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Teatro

Agora me sinto acolhida. Só,
mas acolhida.
entre amigos,
que eu sei não são amigos.
mas da mesma espécie.
um teatro é uma casa.

24.10.88
Teatro do Benjamin Constant, RJ

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domingo, 22 de março de 2009

Galharufa


Ontem, depois de muitos anos, presenciei uma atriz receber sua galharufa. Foi no Teatro Villa Lobos, em Copacabana, RJ, com "O Santo e a Porca" de Suassuna.
Antes houve uma certa tensão, pois só no camarim descobrimos que ela não tinha esse instrumento fundamental para um artista. A atriz (sua identidade será preservada até que ela ou Juliana Narducci autorizem sua divulgação) já estava pronta para entrar em cena, o que evidentemente não poderia ocorrer em tal situação. Armando Babaioff passou o problema à atriz-produtora Glaucia Rodrigues, que cabeceou para Janaína Prado: nenhuma das duas tinha uma para ceder. A minha não estava disponível, mas não compreendi como a atriz pôde fazer o "Apocalipse" desse jeito. Nilvan Santos saiu do camarim preocupado e chamou o único que dispunha de uma galharufa, Marcio Ricciardi. Mas este a havia deixado na casa dos pais em Pedra de Guaratiba. A última esperança era Elcio Romar, que foi convocado ao nosso camarim por Babaioff. Candidamente, a atriz pediu ao Elcio a galharufa. Elcio demonstrou sua preocupação, pois somente o sindicato poderia resolver um problema desses e àquela hora da noite de uma 6ª feira, era impossível. Elcio alertou ainda para o perigo de uma fiscalização. A atriz, a essa altura visivelmente desconcertada pela vergonha, se preparava para ir na manhã seguinte à Pedra de Guaratiba, buscar a única que havia conseguido.
Foi quando Elcio lhe entregou a galharufa com um beijo de boas vindas ao teatro e todos respiramos aliviados.
É sempre emocionante viver um momento assim. Fomos para o palco novinhos em folha! Sorte do público e sorte nossa, nos divertimos muito, todos! E que Santo Antonio nos proteja!

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