terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Brinquedos Viajantes





Viajantes pra Serra, eles passaram pelas caixas na Lagoa.
Que mãozinhas decidiram que era tempo deles irem alegrar outras crianças?
Que crianças os aconchegaram ao peito alegremente?
Breve momento esse em que descansaram no fundo das caixas.
Promessa de alegria e carinho.
Agora certamente já estão muito ocupados novamente.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fome, sede e dor



Diante da fome, sede, isolamento e dor na serra carioca, um pensamento: será que estão equacionando parte do dinheiro que o governo envia, para comprar mantimentos a preços NORMAIS nos mercados locais e organizar um sistema de distribuição com funcionários públicos, do mercado e soldados que possam atuar, junto com voluntários, repassando primeiro a hospitais se necessário e áreas isoladas e distribuir segundo cotas à população?
Porque esperar a população terminar de enlouquecer passando fome e sede sabendo que há dificuldade dos alimentos chegarem, enquanto vê o , um dos únicos ponto de luz da cidade iluminando a fartura e gerando a possiblidade de violência, saques e caos, como passou ontem no jornal, ou se contenta em apanhar no lixo o que foi descartado?
Porque vilanizar os comerciantes que também terão que pagar seus funcionários mais do que necessitados neste momento e continuar pagando seus impostos?
Porque expor, crianças, pais, mães, famílias, a mais frustração, dor e à percepção de que não valem nada, seus pedidos de limpeza de córregos não valeram nada, seu voto não valeu nada, sua esperança foi para o lixo?
Porque igualá-los aos vândalos de plantão, para quem a desgraça é uma oportunidade de divertimento e disseminação do caos?
Claro que o estoque não vai dar conta do tamanho da necessidade, mas se seguirmos esse pensamento, ninguém vai doar seu pouquinho que sozinho não dá conta...
A chuva não escolheu pobre ou rico, mas quem não tiver dinheiro não passa com a comida pela caixa registradora, mesmo com o mercado aberto.

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