Fome, sede e dor
Diante da fome, sede, isolamento e dor na serra carioca, um pensamento: será que estão equacionando parte do dinheiro que o governo envia, para comprar mantimentos a preços NORMAIS nos mercados locais e organizar um sistema de distribuição com funcionários públicos, do mercado e soldados que possam atuar, junto com voluntários, repassando primeiro a hospitais se necessário e áreas isoladas e distribuir segundo cotas à população?
Porque esperar a população terminar de enlouquecer passando fome e sede sabendo que há dificuldade dos alimentos chegarem, enquanto vê o , um dos únicos ponto de luz da cidade iluminando a fartura e gerando a possiblidade de violência, saques e caos, como passou ontem no jornal, ou se contenta em apanhar no lixo o que foi descartado?
Porque vilanizar os comerciantes que também terão que pagar seus funcionários mais do que necessitados neste momento e continuar pagando seus impostos?
Porque expor, crianças, pais, mães, famílias, a mais frustração, dor e à percepção de que não valem nada, seus pedidos de limpeza de córregos não valeram nada, seu voto não valeu nada, sua esperança foi para o lixo?
Porque igualá-los aos vândalos de plantão, para quem a desgraça é uma oportunidade de divertimento e disseminação do caos?
Claro que o estoque não vai dar conta do tamanho da necessidade, mas se seguirmos esse pensamento, ninguém vai doar seu pouquinho que sozinho não dá conta...
A chuva não escolheu pobre ou rico, mas quem não tiver dinheiro não passa com a comida pela caixa registradora, mesmo com o mercado aberto.
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