domingo, 14 de agosto de 2011

Nunca pensei em ser pai

Hoje deu no JN uma coisa que aqui em casa sempre soubemos. O presente do pai vem depois do da mãe, do Natal, do namorado. Eu mesma ainda nem sei o que vou dar, e há uma hora já estamos na data.

Já assuntei várias possibilidades, não é que tenha esquecido. Mas meu pai, embora não pareça exigente, é detalhista, e ainda por cima parece que nem faz tanta questão. Talvez isso seja um resquício da educação machista de sua época.

Homem que é homem não liga pra presente. Será? Já que ele é um homem "seguro" como dizem no Sul, não posso gastar muito, ou ele ficará preocupado em saber como estou gerindo minhas finanças.

Preciso ser criativa. Essa sim, uma característica sempre valorizada em nossa família. Embora as vezes por demais.

Quando ainda meninas, desabafamos que gostaríamos de ver um pinheiro de Natal lá em casa, até pressentíamos que, como arquiteto, ele acusaria o golpe de nossa incompreensão infantil em relação àquelas lindas árvores cubistas com bolas de Natal dentro.

Filhos sabem ser impiedosos e têm fome, muita fome. E se o pai tem gaita, sabem ser mais impiedosos ainda. Talvez por isso me tenha dado vontade de postar esse vídeo tão caseiro com uma música de Jorge Galati, chamada Saudade de Matão, que a bem da verdade, não me lembro de ter sido muito ouvida lá em casa.

Não sei se vai colar, essa ideia de inverter e fazer meu pai me dar o presente. É quase um golpe baixo. Mas que vai cheia de carinho para meu pai (e também para meus distantes irmãos) vai... e esse dá para ele mostrar para todo mundo... dá até pra por embaixo desse "guarda-chuva" amiga-irmã com pai distante. Não resolve a saudade, mas acolhe... como meu pai gosta de fazer também.


E ainda bem que o shopping também abre domingo...

Marcadores: , ,