Voando e aterrisando

Durante um vôo, já teve a sensação de que o avião estava freando?
Pode imaginar isso? Um tanto desagradável, não é?
2003, México. Íamos uma amiga e eu da Cidade do México para León, na Província de Guanajuato. As duas apresentando trabalho em um congresso da Red POP. Conversávamos sobre isso durante o vôo animadamente, mas a conversa foi rareando, rareando até que se impôs o silêncio.
Tinha uma sensação difusa de algo estranho acontecendo, a tal freada, mas não queria assustá-la. Olhava os homens de terno que lotavam o vôo, todos impassíveis. Silêncio.
Então minha amiga comentou casualmente: eles não mandam mais a gente preencher aquele papelzinho de a quem avisar, né? Nos olhamos e caímos na gargalhada.
Pano rápido.
A explicação surgiu na volta. León fica ainda mais acima do que México DF. O avião faz o esforço de subir bastante para chegar bem lá. Daí a sensação de diminuição de velocidade como se fosse uma freiada. Ah, bom.
Porque essa história hoje? Me lembrei dela ao aterrisar em Navegantes. O avião vinha bem, mas já perto do solo, oscilava para a esquerda, para a direita, para a esquerda, para a direita.
Eu e meu vizinho de assento nos entreolhamos. Subtexto: você também está percebendo? Até que o avião tocou o solo e tudo bem.
Após a primeira freada, palmas e assobios do grupo que ocupava a ala da frente do avião. A ala de trás estranhou, afinal, não parecia ser para tanto. Até que uma senhora da ala da frente gritou: "Graças, Senhor!" e todos aplaudiram rindo.
Em tempo, amo voar. A sensação de decolar, sair do solo me é maravilhosa.
Espero continuar sentindo isso para sempre. Acho que de vez em quando voltarei ao tema. Se você quiser colaborar comentando e compartilhando alguma experiência, sinta-se à vontade! Nossa imaginação vai voar com você!

